PRAIA E SERRA MOTOCLUBE

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segunda-feira, 4 de maio de 2015

COMO CRIAR UM MOTOCLUBE



Como criar


HEY VOCE....QUER TER UM VERDADEIRO MOTOCLUBE??
QUER SER RECONHECIDO COMO UM MOTOCLUBE...
ENTÃO VOU QUEBRAR SEU GALHO....E LHE DAR ALGUMAS DICAS...
CLICA AI.....E CONFIRME, QUE QUANDO EU FALO....ESTOU DENTRO DAS NORMAS, OK??
NÃO ADIANTA FICAR DE MALZINHO COMIGO....NEM ME EXCLUIR DO FACE....ISSO NÃO VAI MUDAR NADA EM MINHA VIDA.MOSTRA APENAS QUE VC É TURRÃO, E NÃO ESTA ABERTO A NOVOS APRENDIZADOS.
EU FALO APENAS, AQUILO QUE APRENDI COM OS MAIS VELHOS EM NOSSO MEIO....E ELES ESTAO CERTISSIMOS.

Jacaremoto - Contato@jacaremoto.com.br
24/11/08  (#27)

      Como criar (montar) um motoclube (aassociação)


           1º - Se informe e se inturme nos eventos de motoclubes e motociclistas:
       A - Passe a visitar os encontros semanais e eventos de motoclubes para conhecer o que é um motoclube: Costumes, filosofia, irmandade, companheirismo, tradição, cidadania etc.

       B - Um motoclube não é simplesmente um monte de gente com roupas e coletes iguais que viajam junto. Tem que haver uma filosofia, respeito a tradição,  uma conduta para obter o respeito dos mais antigos do motoclubismo e da comunidade em geral.

       C - Nos  eventos de motociclistas é aonde se pode ficar por dentro de como tudo funciona e como é a convivência com esta "tribo" de gente preocupada em fazer um país e pessoas melhores.

        D - Faça amizades com membros de motoclubes e, quem sabe, poderá se identificar com algum e participar dele ou  vir a ser convidado.

        E - Se depois disso decidir que quer ter o seu próprio, por diversos motivos, tudo bem, vá em frente! Pesquize na internet um nome para não ter problemas com mones que são parecidos, já usados ou que provoquem a ira de determinado grupo da sociedade motociclistica.
           1º Comece a reunir as pessoas (minímo de 06 com moto ou CNH - A)que se identifiquem com o perfil e filosofia do motoclube: o que querem; como querem e outras decisões sobre o funcionamento do motoclube, tais como regras para participar/associar; se aceita esposa, namorada como membro ou não; se aceita mulher e homem com ou sem habilitação (são mal vistos os MC que não seguem a lei) etc; como agir nos eventos; quem poderá entrar depois de criado o motoclube, além de condutas gerais que o estatuto (norma) ditará.

           Mulheres são bem vindas ao meio, desde que pilote uma moto ou tenha pelo menos CNH categoria A.

           2º - Reúna as pessoas (mínimo de seis) que vão fazer parte da associação de motociclistas. Faça  uma ATA (escrevendo tudo que ocorreu e a decisão de criar a associação - o motoclube é uma associação) da reunião, em livro próprio (caderno de capa dura e folhas numeradas - pode ser manualmente).
           Nesta reunião já devem definir o nome do motoclube, brasão, presidente, vice-presidente, tesoureiro e conselho fiscal. além de definir sobre eleição do presidente etc. (no cartório de registro há mais informação).

           3º - Após fazer esta reunião inicial crie um estatuto (ver modelo abaixo) e leve os documentos no cartório e faça o registro em cartório. 
         
          Nota: A maioria dos motoclubes não faz isso, mas têm tudo de acordo com a lei para o registro se caso for preciso.Porém, o registro garante mais respeito e protege o nome.

           4º - Depois de criado e registrado, há a necessidade de apresentação no meio motociclístico.  Com já deve ter feito amizades anteriores, encontre um motoclube para apadrinhar - apresentar o seu novo motoclube ao meio motociclístico.  
          Isto deve ser feito num evento que já se realiza há muito tempo e que tenha bom número de motoclubes para que mais gente fique sabendo da entrada do seu MC na comunidade. Procure a AMO de seu estado.
          Depois dessa apresentação inicial, o próximo passo é o batismo definitivo do motoclube, depois de um ano rodando, pelo mesmo MC que fez a apresentação inicial.


                            EXEMPLO DE ESTATUTO

Nota: Reveja muitos artigos e os adapte aos seus anseios e necessidades, podendo criar  mais  (ou retirar) regras.


   Nome da associação (motoclube)


ESTATUTOS (normas do motoclube para serem seguidas pelos fundadores e associados posteriores)


           Artigo 1º - NOME E SEDE
           1 - O "motoclube"  Filho dos Deuses Aasiaticos (exemplo) é uma associação sem fins lucrativos, durará por tempo indeterminado, e tem a sua sede na casa de numero tal, LOJA tal etc, podendo a mesma ser mudada para outro local, dentro do mesmo conselho, por deliberação da Assembléia Geral.
           2 -  A associação poderá abrir ou encerrar delegações, escritórios ou representações, em qualquer parte do território nacional, mediante deliberação da Assembléia Geral.


           Artigo 2º - OBJETO
A associação não tem finalidade lucrativa e tem por objeto dinamizar junto dos seus associados, atividades relacionadas com o mototurismo ou outras relativas à utilização de motos no âmbito do lazer, e sempre desligadas de qualquer contexto político ou religioso.

           Artigo 3º - FINANÇAS
FINANCIAMENTO da associação se fará através das atividades por si desenvolvidas, como sejam jóias para admissão, quotas dos seus associados, coletas ou por doações ou patrocínios.

           Artigo 4º -  MEMBROS DA ASSOCIAÇÃO
1 - Podem associar-se todas as pessoas, desde que se interessem, ou possam, de alguma forma participar efetivamente em afetividades relacionadas com o motociclismo.
2 - A idade mínima dos associados será de dezoito anos.
3 - As propostas de admissão serão formuladas por escrito, dirigidas à direção e ao assinar a proposta de admissão o candidato aceita os estatutos da associação, aos quais fica vinculado.
4 - O candidato será admitido após ratificação da direção e depois de se verificar que se encontram preenchidos e observados os requisitos exigidos e o demais disposto nos preceitos aplicáveis.
5. Poderão ainda ser admitidos como associados pessoas ou instituições que promovam os objetivos da associação, os quais serão considerados sócios extraordinários e, por isso, não partilham dos direitos e responsabilidades descritos no artigo 7º, pelo que não terão direito a voto e não estarão obrigados ao pagamento de quotas.
6- É possível que candidatos a associados possam participar nas atividades da associação, mas aos quais não é reconhecido o direito de votar.


           Artigo 5º - DESVINCULAÇÃO DE ASSOCIADOS
1 - Qualquer associado poderá requerer, a qualquer momento, a sua desvinculação voluntária da associação, desde que não tenha quotas por liquidar e dirija o pedido por escrito ao Presidente da Associação.
2 - Um associado poderá ser expulso da associação, caso os seus atos prejudiquem a mesma e se em reunião da direção, para tal, for obtida uma votação nesse sentido, igual ou superior a dois terços.
3- No caso de expulsão, o associado será notificado dessa decisão por escrito e poderá, se o desejar, recorrer dela no prazo de 15 dias após a recepção da notificação através de carta dirigida ao Presidente da Assembléia Geral.
4- Esse recurso será apreciado na primeira sessão da Assembléia Geral que tenha lugar após a recepção da carta referida no ponto anterior, devendo o presidente fazer constar o mesmo da ordem de trabalhos na respectiva convocatória.

           Artigo 6º - QUOTAS
O valor das quotas, o modo de pagamento e o valor da jóia de admissão serão decididos e atualizados em Assembléia Geral.

           Artigo 7º - DIREITOS E RESPONSABILIDADES DOS ASSOCIADOS
1- Somente os associados de pleno direito têm direito de voto, sendo um voto por associado, devendo para o efeito comprovar que tem o pagamento de quotas em dia.
2 - Os sócios da associação são obrigados a contribuir para os interesses e objetivos da associação, no máximo das suas possibilidades, bem como a respeitar os seus regulamentos, as deliberações adaptadas em assembléia e a liquidar, pontualmente, as quotas de acordo com o que for decidido em assembléia Geral.

           Artigo 8º- ORGÃOS SOCIAIS

1 - Os Órgãos Sociais da Associação são a assembléia Geral, o Conselho Fiscal e a Direção.
2 - Os membros dos Órgãos Sociais são eleitos por períodos de dois anos, sendo os mandatos gratuitos.
3 - Caso se verifique alguma vaga nos cargos sociais, deverão os restantes membros preenchê-la por cooptação, designando para o respectivo exercício um novo membro que apenas completará o exercício de quem for substituir, salvo deliberação em contrário da assembléia Geral seguinte.

           Artigo 9º - DA ASSEMBLEIA GERAL

1 - A assembléia Geral inclui todos os associados de pleno direito da associação e são só esses que nela podem participar, devendo para tanto terem as suas quotas em dia.
2 - Os associados extraordinários têm somente a posição de observadores ou conselheiros.
3 - A assembléia Geral deverá reunir, pelo menos uma vez por ano e poderá ser convocada pelo seu Presidente, pela direção ou por mais de um quinto dos associados de pleno direito.
4 - A convocação da assembléia deverá ser feita através de aviso postal enviado para a morada de cada associado, e que constar na associação, com a antecedência mínima de dez dias e dela constará, obrigatoriamente, o dia, a hora, o local da reunião e a respectiva ordem de trabalhos, devendo ser indicados com precisão os assuntos que nela estão incluídos.
5- A assembléia Geral reunirá à ordem marcada na convocatória se estiverem presentes mais de metade dos associados efetivos ou uma hora depois, com qualquer número de presenças.
6- A Mesa da assembléia Geral é constituída por um Presidente e um Secretário, os quais serão eleitos em assembléia Geral.
7 - Cada associado efetivo pode fazer-se representar por outro associado com a mesma qualidade devendo, para o efeito, emitir uma declaração escrita, com assinatura reconhecida pelo notário, dirigida ao Presidente da Mesa.
8 - Em caso algum é admitido que um associado de pleno direito possa representar mais do que um associado, também ele de pleno direito.
9 - É admitido o voto por correspondência, nos termos que vierem a ser definidos pela direção.
10 - Os membros da Mesa da assembléia Geral podem participar nas reuniões de direção, aí assumindo um papel meramente consultivo.

           Artigo 10º - DA DIREÇÃO

1 - A direção da associação será constituída por cinco ou sete elementos, de entre os quais um será Presidente, outro o Vice-Presidente e os restantes os vogais, a quem poderão ser atribuídas funções ou responsabilidades específicas.
2 - O Presidente da direção será o Presidente da associação.
3 - As deliberações da direção são tomadas por maioria dos seus membros presentes, cabendo ao Presidente ou, na sua ausência, ao Vice-Presidente, voto de supremo em caso de empate.

           Artigo 11º - DO CONSELHO FISCAL

1 - O Conselho Fiscal será constituído por três elementos, sendo um Presidente, outro Vice-Presidente e o terceiro o Secretário.
2 - O Conselho Fiscal participará das reuniões da direção e tem direito de voto em todas as deliberações.

           Artigo 12º - DEVERES DA ASSEMBLEIA GERAL

Constituem atribuições específicas da assembléia Geral:
1 - A Aprovação do Relatório Anual de Contas, do ano findo, apresentado pelo Conselho Fiscal.
2 - A eleição dos órgãos Sociais, de entre as listas candidatas e as quais deverão ser apresentadas aos associados, preferencialmente com um mês de antecedência.
3 - A estipulação ou alteração do valor da jóia e das quotas.
4- A decisão sobre quaisquer requerimentos, nomeadamente recurso, apresentados pela direção ou por associados.
5 - Deliberar sobre a alteração dos Estatutos da associação, o que exige o voto favorável de três quartos do número de associados presentes.
6 - Deliberar sobre a dissolução da Associação o que exige o voto favorável de três quartos do número de todos os associados.

           Artigo 13º - ELEIÇÃO DOS ORGÃOS SOCIAIS

1 - Os órgãos Sociais serão sempre eleitos por voto secreto.
2 - Os órgãos Sociais são eleitos por períodos de dois anos, e permanecerão no exercício das suas funções até que os novos órgãos sejam eleitos.
3 - Todos os membros dos órgãos Sociais podem ser reeleitos.

           Artigo 14º - DEVERES DA DIREÇÃO

Constituem atribuições específicas da direção:
1 - A execução das deliberações tomadas pela assembléia Geral.
2 - A decisão sobre todas as atividades da associação e para as quais não seja requerida decisão da assembléia Geral.
3- A organização e condução da associação.
4 - Suspender qualquer sócio quando o mesmo não pague em dia as suas quotas.

           Artigo 15º - DEVERES DO CONSELHO FISCAL

Compete ao Conselho Fiscal:
1 - Verificar a exatidão das contas e da demonstração dos resultados.
2 - Elaborar o Relatório Anual de Contas, e dar parecer sobre o relatório, contas e propostas apresentadas pela direção.
3 - Fiscalizar as atividades da associação, com a observância da lei e dos presentes estatutos.

           Artigo 16º - REPRESENTAÇÃO

A representação do motoclube, altiva e passiva, em juízo e fora dele, fica a cargo do Presidente da direção, sendo que o mesmo poderá ser representado por qualquer outro membro da direção, desde que por ele seja para tanto mandado.

           Artigo 17º - OMISSÕES

Todas as questões não previstas nestes estatutos serão resolvidas por decisões tomadas pela direção.
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           Obs.: Texto de estatuto para servir de pExemplo. Não se deve simplesmente copiar e sim criar um de acordo com os fundadores do motoclube.
ZCJ -Mar/07

sexta-feira, 10 de abril de 2015

10 ERROS QUE PODEM ACABAR MAIS RAPIDO COM SUA MOTO

10 ERROS, QUE PODEM ACABAR MAIS RAPIDO COM SUA MOTO..


Roberto AgrestiEspecial para o G1
Você vai gostar bem mais de sua moto caso ela não lhe dê problemas, certo? Então, preste atenção nestes 10 maus hábitos que acabam com ela. A lista vai desde a falta de manutenção de corrente, óleo e pneus em dia até maus tratos a motor -que é mais exigido na moto que no carro- e embreagem, além de erros na hora de lavar.
Mande dúvidas sobre motos no espaço de comentários; as selecionadas serão respondidas em colunas futuras.
Verificando o nível de óleo da moto (Foto: G1)Verificando o nível de óleo da moto (Foto: G1)
1) Ignorar o óleo, este carente...
Não basta apenas trocar o óleo no prazo recomendado pelo fabricante. Motores de motocicletas, em geral, são mais exigidos que os de automóvel. Especialmente nos motores refrigerados a ar, o óleo tem dupla função, lubrificar e refrigerar o motor, o que torna vital prestar atenção nele.
E mais: nas motos o óleo do motor cumpre papel duplo, pois, ao contrário dos motores automobilísticos, que têm óleo de motor e óleo de câmbio, nas motos o óleo é um só. Rodar com óleo vencido é um grande pecado, assim como é grave o descuido do nível recomendado. Habituar-se a verificar se a quantidade está correta pela varetinha (ou pelo mais prático visor, que há em alguns modelos) deve ser um ritual frequente.
Observar o chão do lugar onde a moto fica estacionada em busca de manchas é o procedimento mais óbvio. Se há pingos, descubra de onde eles vêm. Se o motor não tiver sinais de vazamento evidentes, mas apenas locais úmidos, "babados" (nos quais frequentemente a fuligem adere e forma sujeirinha), o mecânico deve avaliar. Pode ser o caso de substituir juntas cansadas ou ver se tal perda não ocorre por conta de uma bem mais grave trinca no metal.E se o óleo baixou? Opa, opa... Motores consomem óleo, mas isso deve ser algo mínimo (às vezes a quantidade admissível está indicada no manual da moto). Mas se o consumo do óleo se tornar alto – 20% do volume total entre os intervalos de troca já é muito –, procure saber a causa.
Grave mesmo será se a ponteira de escape estiver úmida e, quando o motor for acelerado, dela sair fumaça. Este é o sinal que está na hora de uma retífica, ou ao menos uma troca dos anéis e verificação da vedação das guias de válvulas.

Embreagem BMW (Foto: Divulgação)Embreagem deve ser poupada (Foto: Divulgação)
2) Mão 'colada' na embreagem
Quanto menos usada for a embreagem, mais ela vai durar. E, por "usada", entenda acionada. Parou no semáforo? Habitue-se a colocar o câmbio em ponto morto. Ficar com a mão apertando a alavanca de embreagem só se justifica se você souber que o sinal vai abrir rapidamente.
Outra coisa que "mata" a embreagem é o (mau) hábito de usá-la para dar a famosa "queimada" para fazer a rotação do motor subir levemente, o que pode até ser necessário em algumas situações (sair em uma rampa muito íngreme ou passar por um obstáculo de maneira suave, evitando trancos na transmissão). Porém, o melhor mesmo é usar a embreagem o mínimo e aprender a dosar o acelerador de modo correto.

Calibrando o pneu (Foto: G1)Calibrando o pneu (Foto: G1)
3) Pneus murchos
Tudo de ruim pode acontecer com pneus murchos: furam mais facilmente e, se um buraco for muito malvado, a carcaça pode ficar comprometida, se rompendo e obrigando você à crueldade que é ter que jogar fora um pneu com cara de novo, mas que não presta mais.

Outro dano que pneus com pressão abaixo da indicada acarretam diz respeito às rodas, que ficam mais vulneráveis a amassados ou, pior, quebras. Em pneus sem câmara a roda tem papel crítico, pois, se entortar e/ou amassar, facilitará a perda do ar. Assim, sempre que for sair com a moto dê uma passada de olhos nos pneus e respeite a calibragem recomendada pelo fabricante, verificando-a no mínimo uma vez por semana.

Kasinski Comet GT 650 (Foto: Caio Kenji/G1)Amortecedores tem de ser vistoriados e, quando 
preciso, trocados (Foto: Caio Kenji/G1)
4) Amortecedor 'eterno'
Alguns motociclistas acham que o amortecedor é eterno e jamais cogitam a troca. Eles vão se acostumando à perda da eficiência deste importante componente.
Na verdade, não importa se você anda devagar ou rápido ou se as ruas que você frequenta são bem pavimentadas ou não. Mais cedo ou mais tarde, será necessário trocar o amortecedor. Ou trocá-los, no caso de motos com um par de amortecedores na traseira.
Como o próprio nome diz, a função deles é amortecer: quando ficam velhos e perdem tal capacidade, causam em casos extremos trincas e até rupturas no chassi da moto, algo que definitivamente não é desejável. Na suspensão dianteira há necessidade de substituição do óleo e das molas internas. Quando? O modo mais fácil de verificar se a frente de sua moto está "cansada" é em frenagens mais fortes, pois nesta situação não deve nunca ocorrer o perigoso "fim de curso", ou seja, a suspensão perder a função, pois chegou ao batente inferior.

5) Desligar o motor na descida
É o famoso barato que sai caro: na ânsia de economizar combustível, muitos simplesmente desligam o motor e percorrem longos trechos em descida. Por que não pode? Porque o motor para de funcionar, mas a transmissão, não. As engrenagens internas do câmbio continuam trabalhando, acionadas pela corrente, e a lubrificação interna nessa condição não conta com a necessária (em alguns modelos) pressão da bomba de óleo, pois... o motor está desligado.
Outra variedade desse pão-durismo de graves consequências é deixar a moto deslizar estrada abaixo com a embreagem acionada e o motor em marcha-lenta. Nesse caso a bomba de óleo está funcionando, mas com pressão mínima, o que dá quase na mesma do que se o motor estivesse apagado 100%. E, além disso, neste caso, a embreagem acionada por longo período prejudica, como visto lá no alto, partes do sistema, principalmente a bucha da campana (em motos que a possuem).

Corrente de moto com a tensão correta (Foto: G1)Corrente de moto com a tensão correta (Foto: G1)
6) Corrente frouxa e ressecada
A vida útil de uma corrente e seus parceiros, a coroa e o pinhão (conjunto chamado de transmissão secundária), depende fortemente do quanto você vai lubrificá-la.
Não são componentes eternos, mas. especialmente a corrente, podem "viver" muito mais caso recebam frequentemente um spray lubrificante adequado a este fim. É um tipo de óleo que tem como característica aderir à superfície e não ser arremessado rumo à sua calça nova ou, pior, à de sua passageira pela força centrífuga, quando a moto entra em movimento.
E o planeta diz obrigado também, já que o lubrificante específico para correntes de transmissão usado no lugar do mais popular óleo queimado de motor é ecologicamente mais correto. Outra ação que aumenta a vida útil da transmissão secundária é manter a corrente na tensão correta, nem muito esticada, nem muito frouxa.

7) Caixa de direção folgada
Sensibilidade é preciso, mas não muita, para notar que a caixa de direção afrouxou. O mais evidente sintoma são barulhos vindos da região abaixo do guidão, um "toc, toc, toc" que é mais fácil de perceber em ruas esburacadas. O que fazer? Aperto já. Sem o devido ajuste, o que seria apenas um pequeno probleminha solucionável por uma simples ação do seu mecânico e ferramenta apropriada se torna um custo mais alto, pois andar com a caixa folgada implicará na avaria dos rolamentos.
E, como saber se os rolamentos já estão ruins? Simples: levante a roda dianteira do chão (coloque a moto no cavalete central ou, caso não haja, peça a alguém para inclinar a moto no cavalete lateral o suficiente para você fazer o teste...) e sinta se não há "calos" ao virar o guidão de um lado para o outro. Fazer isso em chão bem liso não é ideal, mas também funciona. Atenção: tão ruim quanto andar com a caixa de direção solta é andar com ela muito apertada, o que se nota pela dificuldade em girar o guidão. Neste caso, não só o rolamento sofre como a dirigibilidade fica prejudicada.

8) Rotação baixa ou alta demais
Forçar o motor não é, como muitos pensam, apenas "esticar as marchas", usando-o em altas rotações por longos períodos. Tão prejudicial quanto é rodar em rotações muito baixas. Há motociclistas que têm preguiça de reduzir as marchas e deixam o motor cair de rotação exageradamente, um erro que se paga caro, pois isso reduz a durabilidade tanto quanto o oposto, ou seja, a rotação alta demais. O ideal é nunca abusar dos extremos.

Lavando a moto (Foto: G1)Cuidado com a pressão da água ao lavar (Foto: G1)
9) Lavagem com jato de água
Lavar a moto? Sim, mas cuidado com as máquinas que lançam jato de água com pressão. Motores (mas também componentes de suspensão) têm retentores cá e lá, dispositivos nascidos para, como diz o próprio nome, reter seja o que for o caso, óleo ou outro tipo de líquido.
Acontece que eles foram bolados para resistir principalmente à  pressão de dentro para fora, e, quando recebem um jato de água na direção oposta, adeus. Outra vítima frequente desses jatos d'água sob pressão são os adesivos, especialmente aqueles das partes plásticas. O segredo, ao lavar a moto usando as "waps" da vida é não exagerar na proximidade do jato e evitar mirar em um só lugar por muito tempo.

Fique atento ao aviso de combustível baixo (Foto: Caio Kenji/G1)Fique atento ao aviso de combustível
baixo (Foto: Caio Kenji/G1)
10) Gasolina 'batizada'
Miséria custa caro. Escolher qualquer gasolina nestes tempos de "safadeza generalizada" é mais do que arriscado. Nas motos com carburador, o efeito de uma gasolina "batizada" se percebe na hora: a moto falha, perde desempenho e, em caso extremo, deixa de funcionar.
Já nos modelos com injeção eletrônica o problema pode ser mascarado pelo sistema – mas uma dificuldade maior ao ligar o motor e, claro, perda de desempenho aliada a consumo elevado, dá bandeira que o combustível é ruim. E assim como nos automóveis, muitas das motos atuais têm suas bombas instaladas dentro do tanque e dependem de razoável quantidade de gasolina para funcionarem bem, evitando um mortal (para a bomba...) superaquecimento.